
Guia: como minimizar os efeitos do aquecimento global
6 anos é o tempo restante para que o colapso climático se torne irreversível
por Clima em Ação. Publicado em 28 de outubro de 2021

Em 2020, o relógio Metronome em Nova York deixou de mostrar o horário normal por alguns dias e passou a exibir o tempo restante para o colapso climático acontecer e as mudanças climáticas se tornarem irreversíveis: 7 anos.
As consequências a longo e curto prazo do aquecimento global aumentam a cada dia e o relógio climático continua avançando. Agora, em 2021, restam apenas 6 anos para frear a crise ambiental.
Estima-se que por volta do ano de 2030, o planeta alcance o limite do aumento da temperatura de 1,5ºC com consequências catastróficas para a para a humanidade. De acordo com a organização Clima de Mudança, se o ritmo atual continuar, o aumento será de mais de 3ºC e para isso, seria necessário um Planeta Terra e meio para cobrir todas as emissões.
Decorrências das mudanças climáticas já são vistas ao redor do globo, como a extinção de espécies, grandes incêndios recorrentes como os que aconteceram na Califórnia, Grécia e Turquia, verões de 50ºC no hemisfério norte, desastres climáticos cada vez mais recorrentes como tornados e furacões.
Se a elevação da temperatura acontecer e o colapso climático se tornar irreversível, a partir da próxima década, bilhões de pessoas notarão a catástrofe do aquecimento global. Entre as consequências já mapeadas pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) e cientistas climáticos, estão a possibilidade de eventos como aumento de furacões e ondas de calor, a exploração total da Amazônia, dificuldade de respirar pois o ar estará tóxico ao ponto de ser necessário o uso de respiradores, o degelo dos pólos, o aumento do nível dos oceanos e o desaparecimento por submersão de ilhas como as Maldivas. Também são citadas a desertificação de biomas como o cerrado, a alteração no nível de chuvas e a redução da biodiversidade.
Guia para líderes. Feito por Clima em Ação

Os países tropicais, como por exemplo o Brasil, serão os mais castigados pelo aquecimento global com prejuízos na agricultura e a pecuária, a redução de terras agrícolas e regiões de seca que poderão ter mais incêndios, a extinção de espécies, o não acesso à água potável e as regiões com o fluxo de chuva alterado sofrerão deslizamentos e mais enchentes.
Além disso, a produção de alimentos poderá diminuir, uma vez que qualquer mudança climática afeta diretamente o cultivo de diversas espécies. Com isso, ocorrerá dificuldade de acesso à alimentação, tanto como a baixa produção e também a elevação dos preços.
Outros problemas mapeados são os de saúde, como doenças transmitidas por mosquitos, desnutrição, possíveis pandemias causadas pela movimentação de espécies e mutações de vírus.
Chuva ácida de combustíveis fósseis, ilhas de calor, inversão térmica, ou seja, todos problemas causados por gases poluentes também se tornarão comuns.
Porém, dentro de tantas catástrofes climáticas mapeadas, ainda restam 6 anos para que as mesmas sejam barradas ou ao menos freadas, mas para que isso seja possível é essencial que ações sejam tomadas por grandes líderes e cidadãos, além de uma mudança nos sistemas de produção, energia, transporte, alimentação e principalmente a indústria.
Estabilizar o clima e promover mudanças não é fácil, mas alcançar a neutralidade do carbono e reduzir as emissões é o único caminho possível. O problema é sistêmico, mas pequenas mudanças individuais podem ajudar.
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