
Permacultura e os Biomas Brasileiros
Como a tecnologia sustentável pode ser um caminho para preservação ambiental
por Clima em Ação. Publicado em 30 de outubro de 2021

Na década de 1970, os australianos Bill Mollison e David Holmgren criaram o termo permacultura, que significa Cultura Permanente e visa o desenvolvimento sustentável. Seu símbolo é representado por uma flor em que cada uma das pétalas remete a um manejo da terra e todas as práticas agriculturáveis que estejam em consonância com seus três pilares principais (cuidar da terra; cuidar das pessoas; repartir excedentes). O intuito é promover o comprometimento do ser humano com o meio ambiente. Mas por onde começar?
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Iniciativas sustentáveis
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Não jogar lixo nos parques e florestas;
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Cuidar do destino correto dos resíduos;
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Plantio de árvores;
Permacultura em prática. Foto por The Greennest Post
A Lei Nacional de Produção Orgânica e Agroecologia (PNAPO - nº 10.831), art 2 reforça a prática das ações que degradam menos o ambiente e não utilizam agrotóxicos e agroquímicos para sua produção.
“I - produtos da sociobiodiversidade - bens e serviços gerados a partir de recursos da biodiversidade, destinados à formação de cadeias produtivas de interesse dos beneficiários da Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006, que promovam a manutenção e valorização de suas práticas e saberes, e assegurem os direitos decorrentes, para gerar renda e melhorar sua qualidade de vida e de seu ambiente; II - sistema orgânico de produção - aquele estabelecido pelo art. 1º da Lei nº 10.831, de 23 de dezembro de 2003, e outros que atendam aos princípios nela estabelecidos; III - produção de base agroecológica - aquela que busca otimizar a integração entre capacidade produtiva, uso e conservação da biodiversidade e dos demais recursos naturais, equilíbrio ecológico, eficiência econômica e justiça social, abrangida ou não pelos mecanismos de controle de que trata a Lei nº 10.831, de 2003 , e sua regulamentação; e IV - transição agroecológica - processo gradual de mudança de práticas e de manejo de agroecossistemas, tradicionais ou convencionais, por meio da transformação das bases produtivas e sociais do uso da terra e dos recursos naturais, que levem a sistemas de agricultura que incorporem princípios e tecnologias de base ecológica.”

Flor da Permacultura. Foto - Reprodução: Livro “Permacultura: Princípios e caminhos além da sustentabilidade”
É importante destacar que na educação infantil esse termo já vem sendo muito abordado a fim de que as crianças construam uma visão mais orgânica e se conectem com a natureza. “O melhor caminho com as crianças pequenas, não é a visão conteudista e alarmante, se você começa a apresentar uma série de problemas, entra num nível de complexidade maior que a atuação que elas podem ter. A gente precisa manter uma base de solo fértil para fomentar uma outra forma de viver, ter experiências frequentes e positivas com uma natureza exuberante que pode se resumir a uma árvore na praça, plantações”, afirma a educadora e bióloga Mônica Passarinho.
Vale ressaltar ainda que, nesta prática, os resíduos retornam como fonte de adubação no início do processo. Ou seja, a água que irriga uma região passa para outra parte com diferentes nutrientes. Trata-se de um sistema natural que se retroalimenta. Mas para que isso permaneça se estendendo às práticas dos seres humanos, precisamos tomar consciência de nossas atitudes e do que está ao nosso redor, por exemplo, os biomas brasileiros.


Mapa dos Biomas brasileiros. Foto - Reprodução: TodaMatéria
O Brasil é constituído por seis biomas brasileiros: Amazônia (região quente e úmida, densa vegetação), Cerrado (considerado o maior bioma em extensão, tem clima tropical sazonal, com períodos de chuvas e secas, sua vegetação é caracterizada por árvores, gramíneas e arbustos), Mata Atlântica (predomina-se o tropical-úmido com altas temperaturas), Pampas (clima subtropical), Caatinga (região semi-árido, marcada pelos cactus) e o Pantanal (clima tropical continental com altas temperaturas e chuvas).
Atualmente o Cerrado e a Mata Atlântica são os biomas que se encontram ameaçados de extinção, Pantanal e Pampas, pelas atividades agropecuárias que envolvem o sistema e contribuem na desertificação do solo e, a Amazônia, pelo alto índice de desmatamento como é possível identificar aqui.
Enquanto as leis ambientais de proteção não são praticadas e as populações não se conscientizam da importância dos cuidados e pequenas iniciativas que podem realizar para evitar que o tempo cronológico das consequências aumente e se agrave ainda mais rapidamente continuamos neste ciclo do imediatismo. É preciso engajamento, persistência e responsabilidade para que as mudanças aconteçam.
Informações obtidas no Portal da Legislação e IBGE Educa
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